A bola Azul (contos).
Ela segurava uma bola azul, observava essa bola como se fosse o objeto ou tudo que pudesse dotar o mundo de significado. Tudo tinha acabado, parecia silencioso, suas crenças tinham morrido, e então na sua mão, o que ela tinha fugia das expectativas, era bem real, com formas e cor definidas era aquela bola azul.
Suportou a queda de tudo que a mantinha de pé. Estava ali para observar o mundo que continuava existir, estática observando o quanto que tudo externo a ela era dinâmico. Aquilo não era atormentador, era calmo, como águas que apesar de agitadas não tiram a calma do lugar. Esse lugar calmo era ela e mundo era essas águas.
Era assim que enfrentava tudo, estática, gostava de observar, e de ser observada apenas com amor e paciência, não se envaidecia, gostava apenas de todas as partes que compunham o significado, o ato, de observar.


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