Resenha do Filme Rainha de Copas!

 


O filme Rainha de Copas é um drama dinamarquês lançado em 2019. A trama conta a história de uma mulher que trabalha com crimes da infância e juventude e é  casada com um médico que está em seu segundo casamento e possui um filho de 17 anos e duas filhas do casamento atual. Esse filho começa a apresentar problemas típicos de um adolescentes em processo de formação de personalidade com ausência da figura paterna. A ex esposa então solicita auxílio do ex marido e o garoto começa a morar com a nova família. 

O enredo é do jeito que eu mais gosto, um drama muito bem desenvolvido capaz de trazer reflexões profundas. O filme pode ser alternativa para discussão de diversos temas envolvendo: psicodrama do envelhecimento, formação de personalidade em adolescentes, entrelaçamento familiar e relacionamentos extraconjugais. 

Continuando para o que acontece no filme, esse garoto começa a se relacionar sexualmente com a esposa do médico. Não podemos dizer que ela chegou a ser madrasta do rapaz, pois esses laços afetivos não foram alcançados. E nem podemos falar em relacionamento afetivo, pois há o abandono completo da pessoa humana do garoto, ou seja,  há claramente ausência de paixão. O garoto serve como um objeto que enobrece o corpo sênior. Casais com diferenças de idade podem ser formados com laços afetivos verdadeiros, o que não é o caso do filme. Quando a mulher se relaciona com o jovem, ela inclusive passa a ter mais desejo pelo marido, deixando evidente o psicodrama do envelhecimento feminino e a falta de desejo sexual relacionado a baixa auto-estima.  Aquela questão feminina de se sentir bela, gostosa, desejada, amada, a líbido feminina tem muita relação com isso, por isso vivemos no país da plásticas.  

Envelhecer é parte da vida, as relações podem ser construídas de forma mais honesta e sem destruir a fase da vida das outras pessoas quando compreendemos o nosso momento da vida. Uma mulher sênior é muito atraente, mas é preciso entender-se. 

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