Como viver o luto (mais uma)!

 A gente senti muito, fica comovido, mas não é necessário forçar lágrimas pelo que não é sentido de verdade ou pelo menos na intensidade que quer parecer sentir. Esse choro de desespero, da saudade e do nunca mais irei te ver, é o choro dos que compartilham o dia a dia, é nesse lugar que está a intensidade. Temos vivido no tempo da morte como punição, muito parecido com tempos de guerra, da doença como punição, muitos têm se esquecido da lógica e com isso da receita da cura. Não estou dizendo que as doenças psicossomáticas são pura besteira. Processos inflamatórios e porquê não o câncer podem surgir como resultado à forma em que as pessoas veem a vida. 

Esse problema ético, dos corpos expostos em redes sociais, do cinismo no velar, no noticiar, da alegria ao ver a morte como punição e medalha de mérito por ela não ter atingido a mim, a quem eu gosto ou para quem torço, é algo da guerra. É menos tolerante quando parte de organizações que devem zelar pelo bem estar público, como lugares da justiça, vigilância, saúde, educação e a mídia oficial (jornalismo).

Não se é fraco ou menor por estar sofrendo a partida de alguém. Não é porquê a morte embalou alguém próximo a você que estas com zica. É preciso mais maturidade, e buscar por formas bonitas de vivenciar o luto, girassóis, álbuns de memória, um descanso ao sol, faz bem sentir o sol no rosto após o luto, ainda com o rosto salgadinho das lágrimas. 

 

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