Fingir de boba!

Haja lá vista à quem pertença a dúvida se eu finjo de boba. Haja lá vista que sim. Às vezes a vida, no cotidiano de trabalho, nas relações interpessoais apresentam situações que não são dialogáveis. Tem àquela pessoa que não leva desaforo para a casa, eu de fato não sou essa pessoa. Dependendo do tipo de situação finjo que não vejo, não reajo e fico com pressa para ir embora. Mas também não fico com ódio. Eu simplesmente dou liberdade na medida em que as pessoas se mostram equilibradas pelo menos. Para mim a briga é algo muito íntimo. 

Eu sou uma pessoa bem fechada, só me abro quando vejo segurança na relação, seja de amigo ou qualquer outra relação. Sempre minhas relações são superficiais até que provem ao contrário. Para mim relações de confiança dependem do tempo. 

E quando a situação cola em você? É complicado. Mas a melhor forma de sair de saias justas é fingindo. Já viu àquelas né? Se alguém que te matar, finja de morto. 

Tem situações que merecem diálogo e a gente tem que se esforçar para resolver o máximo de problemas interpessoais. Mas se o jogo é muito sujo, eu não encaro.

Mas fingir nem sempre significa falsidade, eu me considero verdadeira, faço elogios verdadeiros, desejo o bem, não falo mal das pessoas, nem mesmo dos que eu sei que tenho que fingir de boba para não arrumar problemas.

Esse tipo de comportamento não é antissocial. Eu acho que toda pessoa deve nascer com um gráfico de desconfiometro na cabeça, tanto dos próprios comportamentos, quanto dos outros, se a pessoa mostra que o grau de confiança é 1cm porquê você vai furar 10 cm na relação. 

Outra questão também importante de salientar que embasa a importância de saber fingir demência. É se você não sabe morder não lata. Se uma pessoa está com um comportamento pejorável, não dessa porquê de fato vai ser massacrado. Quem sabe matar, mata, para quem não sabe nem uma arma te coloca preparado.

Dica: se a relação é nível 1 não tem como furar problemas de nível 5. Seria como discutir com um desconhecido que nós não beijamos mais na boca! Não dá né gente. Equilíbrio e paz interior!

Esse graus de desconfiometro podem ter diversos aspectos, às vezes podem possuir a mesma significação quantitativa, mas uma significação de valor (qualitativa) diferenciada. Podemos ver assim uma série de exemplos: confiamos na nossa esposa ou esposo para ter relações sexuais, mas também para ter ciência da nossa situação financeira. Porém meu conjugê gasta de mais e eu confio mais no meu gerente do banco do que nele, por mais que haja o afeto. Eu posso confiar no gerente do banco para cuidar do meu dinheiro, mas não da minha saúde e do médico que confio a minha saúde posso não confiar à ele minha conta bancária ou a educação dos meus filhos. Esse é o gráfico do desconfiometro. 

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