Explanação kantiana do caso mamãe falei.

Segundo as razões de  Kant "a possibilidade das coisas como quantidades, e portanto a realidade objetiva da categoria da quantidade, também só pode ser exposta na intuição externa, e só mediante ela igualmente pode ser aplicada ao sentido interno".

Podemos entender nesse aspecto que Kant toca em um sentido que pode se apresentar como complexo a muitos gestores públicos. Principalmente os que trabalham com os sentidos morais da civilização, ou seja, legisladores. 

A complexidade está no sentido externo que é holístico e quantitativo. Como por exemplo: número de óbitos por ano, taxa de evasão escolar, acidentes de trânsito e entre outros. Esse ponto holístico (geral) em algum momento se encontra com o sentido interno e particularizado que tange a afetividade de todos os indivíduos.

Esse sentido interno está relacionado as condutas pessoais. E de fato um cidadão pode fumar enquanto fala sobre o fato de que fumar alavanca a possibilidade de adquirir câncer. 

O sentido holístico que proporciona discussões legislativas, não deve permitir refutações  promiscuas e diálogos sobre a vida pessoal do indivíduo que aliena de si para falar sobre pontos externos a ele.

O indivíduo tem direito de gozar de vida pessoal desde que esta seja razoável com a coletividade.

Porém em algum momento legislativo é pensado o pisicodrama das relações, essa afetividade alienada não é pessoal e intolerante. Podemos chamar esta afetividade alienada de empatia e por ser alienada ela consegue permitir que indivíduo consiga se colocar e sentir os sentimentos tanto da vítima quanto do agressor. E por isso a cegueira da justiça porquê ela é empata e vazia de si, podendo assim pesar moralmente os acontecimentos.


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